Os Garotos estão de volta

Olá #sarahdinho(a)s

Minha dica #sarahdinha de hoje é esse filme maravilhoso.  “Os Garotos estão de volta” é um filme que conta a história do conhecido Jornalista esportivo Joe Warr que tem que tomar conta de seu filho, Artie, um garoto de seis anos o qual praticamente não conhece. Tudo isso logo após a  trágica morte de sua segunda esposa.

As coisas se complicarão ainda mais para Joe quando Harry, filho de seu casamento anterior, de quatorze anos, se muda para a Austrália para viver com ele durante uma temporada. A partir desse momento, Joe terá que se virar para manter uma casa só de rapazes.

O filme aborda as mudanças que a vida vai nos proporcionando e os desafios que essas mudanças nos trazem.

Atravessar determinadas mudanças na vida não é nada fácil.

Algumas dicas podem ajudar. Veja por exemplo essas dicas do site psiqweb

“1-Fale sobre sua perda e sua dor

Nos primeiros meses muitos têm esta necessidade, deixe que os outros saibam que este assunto não deve ser evitado e que lhe faz bem falar sobre isto, abrir-se com alguém de confiança, ajuda no entendimento e na aceitação. Quando os amigos entendem o processo, percebem que ouvindo e compartilhando o sofrimento, estão ajudando; e você vai se sentir melhor desabafando. Entretanto, em algumas situações, ou com algumas pessoas, quando não quiser falar sobre o assunto, também diga isto claramente.

2-Enfrente o sentimento de culpa

Quando se perde alguém importante é difícil sentir que se fez o bastante. Discutir este sentimento com alguém compreensivo e de confiança vai ajudar a distinguir a culpa real e irreal e, aos poucos, esta começa a diminuir. Não pode se sentir responsável por não prever os acontecimentos, ou culpa como se tivesse tido a intenção de prejudicar alguém. Além do mais, temos que aceitar a realidade de que ninguém é perfeito, fazemos o possível de acordo com nossa capacidade.

3-Trabalhe os sentimentos de raiva e revolta

Estes sentimentos existem em face de uma grande perda; é importante percebê-los e expressar os sentimentos de raiva e amargura. Não adianta negá-los ou envergonhar-se deles, são normais e irão desaparecendo com o tempo e a aceitação do fato.

4-Idealização

Há uma fase em que a pessoa pensa em suas falhas como pai, mãe, filho, cônjuge, irmão, namorado ou amigo… e vê a pessoa que se foi como um ser perfeito. Com o tempo, começará a vê-la como um ser humano real, com suas qualidades e defeitos, assim como todos nós.

5-Não se isole

Mesmo que não se sinta à vontade para compartilhar seu sofrimento e prefira ficar sozinho, precisa buscar a companhia de outras pessoas. Amigos e familiares que o estimem podem ajudar muito. Não se esqueça que não está só; muitos o estimam, querem lhe dar amor e conforto, assim como precisam do seu amor e atenção. Isto consola , renova suas forças e ajuda na construção de novos objetivos e, com o tempo, a recuperar a alegria de viver. Estas pessoas podem fazer muito por você e você por elas.

6-Mudança de valores

Diante da morte ou de uma grande perda, a pessoa tende a repensar seus valores, a reavaliar seus objetivos de vida; deixar de lado coisas que anteriormente valorizava e que agora percebe que são insignificantes e/ou fúteis, e a valorizar aspectos que percebe serem realmente mais importantes. Muitas vezes implementa mudanças positivas na sua maneira de ser e de viver, tornando-se menos preocupada com o ter e mais com o SER, evoluindo moral, emocional e Espiritualmente.

7-“Nunca mais serei o mesmo”…

É freqüente haver um grande sofrimento neste pensamento que pode ser real, mas isto não significa que nunca mais possa ser feliz. Embora esta ideia possa parecer inaceitável no período do sofrimento, as transformações podem nos enriquecer. Geralmente é isto que acontece, quando a pessoa aceita trabalhar e superar a fase de mágoa e revolta, decidindo que pode e deve viver o melhor possível.

8-Evite decisões importantes ou grandes mudanças

O primeiro ano após a perda, geralmente não é um período adequado para tomar decisões importantes ou fazer grandes mudanças, a menos que as circunstâncias o exijam. Uma pessoa amargurada tem a capacidade de julgamento diminuída. Se algumas mudanças forem necessárias e inadiáveis, peça a ajuda de alguém competente e não envolvido emocionalmente com os problemas.

9-Reserve períodos e local para lembranças

Não fique o tempo todo pensando e vendo objetos da pessoa que se foi. Coloque alguns pertences dela numa caixa ou armário, não os deixe espalhados.Tente reservar algum período específico do dia (no início), da semana ou do mês, para pensar na pessoa e no seu luto, quando também poderá rever os objetos. Evite fazer isto o resto do tempo, pois nada de bom e útil se consegue com a tristeza contínua.  Para algumas pessoas isto não é fácil de conseguir, mas é necessário à sobrevivência e recuperação.

10-Prevendo dias e datas difíceis

É útil saber que vai sentir-se mais triste, solitário e infeliz em certos dias e datas do que em outros, isto mesmo após já ter-se passado algum tempo e com a vida mais estabilizada. Estes dias especiais geralmente envolvem datas de aniversário, Natal, passagem de ano, Páscoa e outros, onde a falta da pessoa se faz mais presente. Planeje passá-los com amigos ou familiares, pois é provável que fique mais triste, choroso e deprimido que em outras ocasiões. Não se isole, é bom que esteja em companhia de pessoas que o estimem.

11-A crença de que a vida transcende nossa estada na terra e num Ser Superior

Desde a antiguidade, a maioria dos povos de todas as regiões do globo,com culturas e  religiões diferentes, acredita na imortalidade da alma ou espírito e na existência de um Deus ou “Algo Superior”. Isto é quase que uma intuição que nascemos com ela.  Um Ser com Amor Incondicional e Sabedoria, perfeito e justo, não castiga as pessoas, mas sempre quer o seu bem, sua evolução, mesmo que muitos de nós ainda não tenhamos a capacidade para entender o porquê de muitos acontecimentos. Hoje, mais do que nunca, temos tido provas da imortalidade do espírito e de que tudo na vida tem um propósito positivo, que nada acontece por acaso. Mesmo que não seja religioso, esta crença traz consolo. Pensar que a pessoa não acabou, mas apenas deixou seu corpo e transferiu-se para um tipo de vida diferente, em outro plano, faz com que as pessoas sintam-se melhor diante da perda; e significará que a  separação é temporária, não definitiva.

É importante saber que pudemos desfrutar da companhia de algumas pessoas especiais, mesmo que por breve tempo,  que nos deixam muita saudade…Só se tem saudade daquilo que foi muito bom..

12-Culpa por sentir-se bem

É comum as pessoas não se permitirem alegria após uma grande perda, não aceitando convites de amigos, ou evitando atividades agradáveis. Não lute para continuar sendo ou parecendo infeliz. Perceba que sentir-se contente, ter novos objetivos, não é deslealdade nem significa que não ama ou está esquecendo o ente querido.  Conseguir prazer em algo significa que está trazendo um pouco de alívio ao seu sofrimento; retomando ou recomeçando a construir sua vida. Além disso, se a pessoa que se foi o estima, com certeza gostaria de vê-lo bem e não sofrendo, preferiria vê-lo contente e isto lhe daria mais tranquilidade. Procure investir em seu bem estar, engajando-se em atividades produtivas e que lhe são agradáveis, e poderá tornar sua vida melhor ainda do que antes, se aprendeu algo com o acontecido, se cresceu com o sofrimento e compreensão do que é realmente mais importante na vida.

13-Reajuste-se à vida e ao trabalho

Tirar alguns dias ou semanas para reequilibrar-se e, depois, uma folga ocasional, quando necessário, é perfeitamente normal. Mas as atividades devem ser retomadas assim que for possível, pois são importantes no processo de recuperação. Seja paciente consigo mesmo, porque nos primeiros meses sua capacidade física e mental podem não ser as mesmas. Deve diminuir sua carga horária ou o número de atividades, se sentir que é excessiva; mas a inatividade prolongada faz as pessoas repetirem ou prolongarem a fase depressiva sem nenhum benefício. Com o tempo poderá também perceber que é importante utilizar um pouco da sua energia em uma atividade que possa ajudar outras pessoas e/ou instituições, saindo um pouco de seu pequeno mundo e percebendo a importância e bem estar que traz ajudar ao próximo, de conseguir tornar outros um pouco mais felizes e menos carentes física e psicologicamente.

14-Liberte-se de expectativas irreais

Acreditar que a vida deveria ser diferente, não envolvendo escolhas dolorosas, sofrimentos e perdas é irreal e só traz revolta, o que só prejudica. Tornando nossas expectativas quanto a nós mesmos, aos outros e à vida mais realistas, fica mais difícil nos frustrarmos e mais fácil nos adaptarmos. Ninguém passa por situações que não mereça, por puro acaso; nem enfrenta uma carga maior do que a que tenha capacidade para carregar. Saber que não vivemos num mundo desorganizado e que existem leis universais, “nada acontece por acaso”;  tudo tem uma razão de ser justa e produtiva, nos leva a encarar os acontecimentos (com relação a nós e aos outros envolvidos), mesmo os mais difíceis, como oportunidades de aprendizagem e crescimento.

15-Integrando a  perda

As pessoas não “têm” que ser “vítimas”, qualquer que seja a perda, por pior que tenha sido. Situações de muito sofrimento podem ser transformadas em aprendizado.  É preciso deixar de lado as perguntas centradas no passado (que é imutável) e no sofrimento (“Por que isso aconteceu comigo”?) e começar a fazer perguntas que abrem as portas para o futuro:- “Agora que isto aconteceu o que posso e devo fazer? O que posso aprender com isto? O que posso fazer para Ser e sentir-me melhor?” Geralmente quando chegamos à fase da aceitação, atingimos a compreensão e crescemos com a experiência, a dor se vai. Fica a saudade de uma pessoa com a qual convivemos e que nos proporcionou bons momentos e ensinamentos, tanto com suas qualidades, como com seus defeitos; com a qual compartilhamos uma parte de nossa vida. Só se tem saudade de algo que foi bom ou nos trouxe algo de positivo. Deve ser mais triste não ter de quem sentir saudade, seja de uma pessoa deste ou de outro plano.

16-Pesar excessivamente longo

Quando um sofrimento excessivo consome alguém por mais de um ano, geralmente o problema principal não é a perda em si, mas algum outro aspecto que precisa ser entendido. Muitas vezes isto ocorre quando havia uma dependência excessiva em relação à pessoa que se foi, quando a culpa por algum motivo é um componente muito forte na situação, problemas emocionais pessoais ativados ou reforçados pela perda ou outras razões significativas. Amigos, conselheiros ou um psicólogo podem ser necessários neste caso.

17-Procure ajuda profissional, se necessário.

A maioria dos que procuram ajuda de psicoterapeuta não são doentes mentais, são pessoas comuns enfrentando problemas, passando por uma crise e muitas delas sofrendo uma perda. Um profissional da área é alguém com quem você pode dividir seu sofrimento, sua revolta, seu medo, suas lembranças dolorosas, sua culpa e seus conflitos; que pode compreendê-lo e ajudá-lo. As sessões de terapia podem ajudá-lo também a tomar decisões práticas que o farão sentir-se melhor. Você pode precisar de apenas algumas sessões, muitos meses para superar a fase mais difícil, ou mais tempo; tudo vai depender do significado individual da perda, da maneira como reage às crises e à terapia.

No início do pesar, uma das formas mais comuns de manifestar o sofrimento é resistir a crescer com ele. A vida pode ser prejudicada ou fortalecida por uma perda.  Ninguém permanece o mesmo. Cada situação é única e só a própria pessoa pode buscar e encontrar respostas relativas ao “outro eu” e à outra vida que vão emergir.”

O filme vale muito a pena.

Para terminar seguem algumas curiosidades sobre o filme:

O filme é baseado no livro “The Boys Are Back in Town” de Simon Carr.

Carr e seus dois filhos visitaram os bastidores das filmagens.

A construção da casa de Warr levou cerca de oito semanas.

As nove músicas de Sigur Rós foram usadas apenas como guia num primeiro momento, mas o diretor gostou tanto do resultado que acabou viajando para a Islândia para pedir aprovação do autor para usá-la no filme.

Bem vou ficando por aqui.

Um ótimo filme pra você e não esqueça da pipoca.

Tchau!

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O Quarto de Jack

Ola #sarahdinhos

passei rapidinho pra falar com vocês sobre o filme que assisti ontem e gostei muito.

O quarto de Jack aborda a questão do desaparecimento de pessoas.  Ele conta a extraordinária história de Jack, um espirituoso menino de 5 anos que é cuidado por sua amada e devota Ma (como ele a chama). Como toda boa mãe, Ma se dedica em manter Jack feliz e seguro, cuidando dele com bondade e amor, e fazendo coisas típicas como brincar e contar histórias. Sua vida, entretanto, é tudo menos normal – eles estão presos – confinados em um espaço de 10 m² sem janelas, o qual Ma chamou eufemisticamente de “O Quarto de Jack”. Ma criou todo um universo para Jack dentro de O Quarto de Jack, e ela não parará por nada para garantir que, mesmo neste ambiente traiçoeiro, Jack seja capaz de viver uma vida completa e satisfatória. Mas, enquanto a curiosidade de Jack sobre a situação em que vivem cresce, e a resiliência de Ma alcança um ponto de ruptura, eles ensaiam um arriscado plano de escape, o que os leva a ficar face-a-face com o que pode ter se tornado a coisa mais assustadora: o mundo real.

Eu sempre procuro assistir aos filmes com um olhar crítico e pensando e pesquisando sobre o tema abordado. E neste assunto as descobertas são curiosas.

Por exemplo, segundo a organização não governamental Mães da Sé, a maioria das crianças desaparecidas é menina e tem menos de dezoito anos. A maior parte é de famílias de baixa renda – em oito mil casos só três são de classe média. E curiosamente a criança não some no meio de uma multidão como a gente pensa, mas sim perto de casa.

“A presidente e uma das fundadoras da ONG Mães da Sé, Ivanise Esperidião da Silva Santos trabalha desde 1995 para reencontrar a filha, Fabiana, que sumiu aos 13 anos, a 120 metros do portão, quando voltava da casa de uma amiga. Segundo Ivanise, por trás do sumiço duradouro de crianças e adolescentes pode haver crimes graves, entre eles, tráfico de drogas, exploração sexual e tráfico de seres humanos. “Quanto mais o tempo passa, menores são as chances de a família reencontrar a pessoa procurada.”

Ivanise afirma que fatores culturais ainda atrapalham a identificação de pessoas desaparecidas. Ela desfaz, por exemplo, o mito de que a família tem de esperar 24 horas antes de registrar na polícia o desaparecimento de uma pessoa. “Isso nunca existiu. Ninguém tem de esperar 24 horas para registrar desaparecimento. Algumas delegacias e delegados criaram esse tabu. Mas não é o delegado que vai determinar o tempo para que seja elaborada a ocorrência”, disse ela.”

Achei interessante as dicas da SOS – Casa da acolhida e resolvi repassar aqui

Alguns cuidados que podem fazer a diferença:

  • Desde cedo, ensine à criança o nome completo do pai e da mãe
  • Tire o RG (Registro de Identidade Civil) da criança o quanto antes
  • Ensine à criança o número do telefone de casa
  • Oriente a criança a não dar informações a qualquer estranho que se aproxime
  • Oriente a criança a não receber doces, balas e brinquedos de desconhecidos
  • Garanta que a criança esteja sempre acompanhada de alguém de confiança da família.
  • Procure saber quem são os amigos da criança
  • Preste atenção no comportamento de famílias cujos pais evitem contato da criança com a vizinhança
  • Converse sempre com seus filhos
  • Observe mudanças no comportamento de seus filhos
  • Orientar a criança quanto ao uso do cartão telefônico, bem como fazer chamadas a cobrar para pelo menos três números de parentes, e avisá-los desta orientação;
  • Não deixar as crianças com pessoas desconhecidas, nem que seja por um breve período de tempo, pois muitos casos de desaparecimento ocorrem nestas circunstâncias;

Como ajudar

  • Observar o comportamento de novos vizinhos em relação ao tratamento dispensado ao menores que com eles convivem, comunicando à Polícia qualquer fato suspeito.
  • Observar, em via pública, o trânsito de menores desacompanhados, idosos e portadores de necessidades especiais, caso apresentem desorientação, possibilidade de extravio ou mesmo dificuldade de expressão, comunique o fato à Polícia para que prestem a devida assistência antes que ocorra o seu paradeiro. O ideal é que você possa levar a pessoa até o posto policial mais próximo.
  • Comunicar e registrar o desaparecimento do menor ou do adulto imediatamente após constatada a sua ausência, na Divisão de Referência da Pessoa Desaparecida. Deve-se apresentar fotografia e documentação do ausente, caso existente, para início da busca. Para o menor, é necessária a apresentação da cópia da certidão de nascimento. No entanto, a ausência do documento não impede o registro e a busca.
  • Caso ocorra o retorno voluntário do desaparecido ao lar, contatar a Divisão de Referência da Pessoa Desaparecida, comunicando o fato.

Eu espero muito que essas dicas possam evitar o pior.

Amei o filme e por isso indico.

Bom filme.

Boa noite #sarahdinha(o)s

Hoje quero indicar o filme “Antes que o mundo acabe”.

Ele é vencedor de alguns prêmios:

Venceu nas categorias Melhor Filme de Ficção (prêmio da crítica), Melhor Direção (Ana Luíza Azevedo), Melhor Fotografia (Jacob Solitrenick), Melhor Direção de Arte (Fiapo Barth), Melhor Figurino (Rosângela Cortinhas), Melhor Música (Leo Henkin)

Segue a sinopse:

“Daniel é um adolescente de 15 anos de classe média que mora no interior gaúcho, junto com a irmã Maria Clara, a mãe Elaine e seu marido Antônio. Ele namora Mim, mas a menina fica em dúvida se gosta dele ou do melhor amigo de Daniel, Lucas. Em meio a brigas, dúvidas e conflitos de uma adolescência do século XXI, Daniel se depara com mais um problema: o pai, que nunca havia dado sinal de vida, resolve lhe mandar uma carta. O homem mora na Tailândia e vai dar a Daniel uma nova visão sobre o mundo.”

Em se tratando dos filhos a bíblia traz muitos conselhos.

Como educá-los. Como ensiná-los no caminho do bem.

Veja o que diz Efésios:

“E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor.” (Ef 6:4)
Duas coisas podem fazer com que seus filhos se tornem iracundos quando mais velhos: o excesso de disciplina e a falta dela. O texto de Efésios enfatiza esta última. O que o texto quer dizer é que os pais podem permitir o afloramento da ira em seus filhos negligenciando a disciplina. Paulo também ensina o problema inverso: “Pais, não irriteis os vossos filhos, para que não fiquem desanimados.” (Cl 3.21) Esta palavra “irritar” está ligada a severidade, ou seja, despertar a ira pelo excesso de castigo. Isso causa desânimo. Sabe por que? Porque eles vão pensar: “Não importa o que eu faça, vou estar sempre errado mesmo!”
Se tratando de disciplina, a chave para seu pleno exercício bíblico é o equilíbrio, pois seu objetivo não é descarregar a raiva e sim trazer seu filho ao caminho certo. Isso pode ser feito de duas maneiras:
– Admoestação – “Mais fundo entra a repreensão no prudente do que cem açoites no insensato.” (Pv 17:10). Ao menos que haja reincidência os pais devem primeiro tentar exortar seus filhos. Como confirma o provérbio, por vezes uma dura repreensão é mais eficaz do que bater.
– O uso da vara – Isso vai contra tudo o que se tem pregado por ai mas a Bíblia legitima este dever do pai. Primeiro do próprio exemplo de Deus: “Filho meu, não menosprezes a correção que vem do Senhor, nem desmaies quando por ele és reprovado; porque o Senhor corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe. É para disciplina que perseverais (Deus vos trata como filhos); pois que filho há que o pai não corrige?” (Hb12:5-7)

Deus não só age assim como também nos cobra o mesmo procedimento:

Provérbios 13:24 – “O que retém a vara aborrece a seu filho, mas o que o ama, cedo, o disciplina.”
Provérbios 23:13-14 – “Não retires da criança a disciplina, pois, se a fustigares com a vara, não morrerá. Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do inferno.”

É claro, a disciplina não pode ser aplicada com exagero:

Provérbios 19:18 – “Castiga a teu filho, enquanto há esperança, mas não te excedas a ponto de matá-lo.”

Aproveite para assistir e não esqueça de meditar no que “conversamos” aqui.

Eu gostei do filme por isso super  indico.

Boa sessão.

Dica #sarahdinha – Filme De Coração Partido

Bom dia #sarahdinha(o)s,

O filme que escolhi para abordar neste post aborda a questão do argumento dramático muito usado, onde de uma lado temos uma criança e do outro a briga de duas famílias para terem sua guarda integral.

“De Coração Partido”, no entanto, tem um ponto de partida original, o que o difere de outros exemplares.  De um lado, há um casal de passado errante que busca por uma nova chance. Do outro, pais que podem dar do bom e do melhor e que justamente pelo alto poder aquisitivo têm um caráter meio questionável.

Wendy (Mira Sorvino) foi agredida pelo marido alcoólatra Roy (Barry Pepper) e não teve alternativa a não ser mandá-lo para a prisão e cumprir um programa de reabilitação. Solto sete anos depois, Roy diz que está curado e que planeja com Wendy construir uma família. Wendy revela neste momento que já estava grávida antes de ele partir e que entregou seu filho ainda recém-nascido para a adoção. Como não houve consentimento do Roy nesta ação, há uma lei de Ohio que pode favorecê-los no sentido de reaver a criança, atualmente vivendo com Jack (Cole Hauser) e Molly Campbell (Kate Levering). O casal Campbell é incapaz de ter um filho e irão cometer atitudes pouco recomendáveis para ficar com Joey (Maxwell Perry Cotton), o filho legítimo de Wendy e Roy.

Mas será que para construir uma relação familiar é preciso somente dinheiro?  Que outras questões devem ser levadas em conta quando o assunto é adoção?

E mais, será que vale a pena terntar burlar a lei para que a adoção seja mantida?

Tudo isso vemos abordado neste belo filme.

Destaque para a performance de Mira Sorvino, convincente na pele de uma mulher sempre encurralada nas circunstâncias que se moldam.

O filme é (na minha visão) muito bem elaborado.

Eu super indico.

Bom filme!

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Título Original: Like Dandelion Dust
Ano de Produção: 2009
Direção: Jon Gunn
Roteiro: Michael Lachance e Stephen J. Rivele, baseado no romance de Karen Kingsbury
Elenco: Mira Sorvino, Barry Pepper, Cole Hauser, Kate Levering, Maxwell Perry Cotton, L. Scott Caldwell, Abby Brammell, Kirk B.R. Woller e Brett Rice